As portas do Espaço do céu
Esse período de tempo de “… abrir e fechar de olhos …” mencionado por Paulo, sendo bem menor que o período mencionado por Moisés em “… aos olhos do Senhor ...”, demonstra que o Criador agora está em seu espaço-tempo – céu - , no Espaço do Criador e isto aponta para uma velocidade que é influenciada pela contração do espaço-tempo em 20 vezes - 1 para 0,05 - .
Coincidentemente o piscar de olhos na terra, evidencia um tempo de 0,05 segundos que foi chamado nas pesquisas biológicas em Londres, de cegueira do cérebro pois que este paralisa quase todas as suas funções vitais nesse espaço de tempo.
Aprender a contar esse tempo para transmitir as gerações futuras era o desejo de Moisés? Moisés sabia que os dias eram variáveis na terra, que tinha de considerar o tamanho desse dias e dessas noites, dependia da localização da pessoa na terra. Então Moisés sabia quanto era difícil essa determinação.
Esses três parágrafos nós já mencionamos no capítulo 8 de Espaço dos Antigos a respeito da palavra de Paulo em Primeiro Corintios 15:52: Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
Paulo sabia que numa fração de segundo, o Criador dará a ordem mencionada no texto acima, e ele considera que o tempo de duração dessa ordem é rapidíssimo, é da ordem da duração de um abrir e fechar de olhos.
Esse tempo de abrir e fechar os olhos instantaneamente cria uma cegueira no cérebro como se este paralisasse suas funções vitais em 0,05 segundos como falamos acima. Como se o corpo morresse em 0,05 segundos. Essa foi a expressão que a BBC de Londres destacou em sua matéria jornalística de 2005, quando os biólogos e cientistas da University College of London fizeram essa pesquisa e a divulgaram naquela época de 2005.
Isto quer dizer que essa ordem ao ser transmitida na velocidade da luz, consequentemente os espaços-tempo se movimentarão e a tenda em volta da terra que está nessa velocidade receberá a Nova Jerusalém e esta abrirá suas portas para adentrarem aqueles corpos que estarão ressuscitados e transformados aqui na terra.
Nesse movimento cósmico certamente corpos celestes no sistema solar possam perder sua estabilidade, a energia cinética que provém da Nova Jerusalém – segundo o apóstolo João essa cidade de Nova Jerusalém é um cubo de lado igual a 2.220 km – ao adentrar na região próxima ao planeta terra, provocará fenômenos climáticos, terremotos, etc.
Assim conforme descrito no Novo testamento, o evento da volta do Senhor Jesus Cristo, que é relatada por diversos evangelistas, será acompanhada de diversos fenômenos climáticos, astronômicos, e nós podemos entender que estão associados ao espaços-tempo ao se adaptarem a essa situação física.
Eu imagino que muitas pessoas estejam ainda sem terem uma compreensão perfeita de tudo que falamos até aqui porque para isso depende de uma compreensão matemática e física que a maioria não está acostumada a lidar.
Vamos reexplicar mais detalhadamente inclusive com demonstrações matemáticas esse fato da contração do espaço-tempo e ao mesmo tempo explanarmos mais um pouco de uma maneira mais física, sobre aqueles números que calculamos para a idade da terra. Porque é a situação que acontece no espaço-tempo as portas de acesso ao Espaço do Paraíso.
Em primeiro lugar vou fazer uma imagem hipotética de como se dá a chegada nesse Espaço do Paraíso quando estamos de saída do nosso Espaço de Hoje.
Suponha que já fosse possível viajarmos numa nave que alcançasse velocidades, igual ou próximas a velocidade da luz. Suponha que essa nave pudesse ser observada daqui da terra quando alcançasse a velocidade de 299.620 km/s. Nesse caso, segundo explicou o próprio Einstein há uma contração do espaço-tempo nesse momento que essa nave está alcançando essa velocidade.
Ao acontecer esse evento acima, o espaço-tempo se contrai, o tecido ou a malha do espaço-tempo começa a se dobrar ou esticar, como se pessoas segurassem pelas pontas de uma toalha suspensa uma bola muito pesada.
A bola vai correr para o centro da toalha afundando a mesma num ponto onde se apoiou a bola de ferro. Suponha que a toalha seja de um material elástico, consequentemente naquele ponto em que a bola se apoiou, o tecido da toalha se afundou na direção do movimento da bola. Formou-se na região da toalha no entorno da bola, uma superfície cônica ou uma superfície piramidal de inúmeras faces que se confunde com uma superfície cônica.
Isso acontece quando chegamos as portas do Paraíso, o espaço-tempo está contraído segundo a Lei de Lorentz em 5%. Tanto o comprimento quanto o tempo estão contraídos.
A lei de Lorentz é L = L’.√(1-v² / c²) ou T = T’. √(1-v² / c²) onde L = comprimento da nave quando alcança a velocidade próxima da velocidade da luz e T’ o tempo decorrido do evento naquela velocidade próxima da velocidade da luz.
A sensação de que a nave diminui de comprimento em altas velocidades próximas a velocidade da luz e o mesmo possa acontecer para o tempo, significa que a nossos olhos na terra naquela direção da nave tudo se passa na realidade, não pela redução do comprimento da nave em si, mas segundo Einstein pela contração da malha do espaço-tempo.
Então essa diminuição de comprimento da nave, pode ser melhor entendida pelo exemplo da toalha e da bolinha de ferro, neste caso a bolinha representa a nave e a malha de espaço-tempo representa a toalha.
Dessa forma Isaías menciona uma tenda montada sobre a terra no capítulo 40. Essa tenda não seria a malha do espaço-tempo montada sobre a terra, em que saindo da superfície da terra uma nave em direção ao espaço acima, como a nave que mencionamos no exemplo hipotético e esta, chegando a velocidades próximas a da luz, contrai a malha dando a esta a forma cônica? E ai, saindo desse cone adentra ao espaço-tempo do Espaço do Paraíso e ao Espaço do Criador?
Para aqueles mais exigentes explicaremos matematicamente a Lei de Lorentz para este caso.
Quando a nave chega nesse gargalo do espaço-tempo com a velocidade de 299.620 km/s dissemos que a malha do tempo atinge o valor de 0,05 do tempo.
Imagine que dentro dessa nave, naquela velocidade acima, é acionado um ponto de luz – esfera azul clara - que sai da lanterna e vai até ao espelho no teto da nave. A luz bate no espelho e volta até o ponto de partida, que foi a lanterna. A luz se propagou em linha reta. Um observador dentro da nave verá uma luz ir e voltar percorrendo no sentido vertical a distância entre a lanterna e o espelho.
A distância percorrida pelo ponto de luz entre os dois pontos, a lanterna e o espelho, será 2D. A velocidade da luz nesse percurso é c = 300.000 km/s. O tempo t de percurso será a distância 2D dividida por c (t = 2 D / c). Por definição chamaremos t de Δtp = 2 D / c onde Δtp (tempo próprio do observador). Dessa forma D = c . Δtp / 2 . (Equação 1)
Para o observador na terra, com poderes de vista de um super-homem, verá o feixe de luz ser propagado na direção inclinada, da lanterna até o espelho no teto da nave e depois voltando na direção inclinada, do espelho até a lanterna. Também será uma linha reta pois se trata de um ponto de luz caminhando entre dois pontos.
A geometria desse percurso da luz está na figura abaixo, onde s é a distância percorrida pela luz em sua velocidade c = 300.000 km/s, Da distância definida no desenho anterior e L é a distância que a nave percorre quando o ponto de luz sai da lanterna e encontra o espelho e quando o ponto de luz percorre uma distância L do espelho até a lanterna.
A geometria forneceu a distância s em função de D e L, utilizando o teorema de Pitágoras.
Então: s = √ (D² + L²) , sendo L = distância horizontal percorrida pela nave, D já definido, s definido pelo caminho do ponto de luz.
Sendo Δt = tempo visto por um observador na terra.
Teremos: 2L / Δt = v, sendo v = Velocidade da nave.
Daí: L = v . Δt / 2; (Equação 2)
Sendo s o caminho percorrido pela luz de um observador da terra temos: 2 s / c = Δt , logo:
s = Δt . c / 2; (Equação 3)
Substituindo L e s (Equações 2 e 3) na equação s² = D² + L² ficará:
(Δt . c / 2 )² = D² + (v . Δt / 2)², resolvendo:
Δt = 2 D / c √ (1 – v²/c²);
Mas como D = c . Δtp / 2 obtido na Equação 1, teremos:
Δt = Δtp / √ (1 – v² / c²)
Logo há uma relação entre os tempos próprio do observador na nave e o tempo do observador na terra e é:
Δt / Δtp = √ (1 – v² / c²) .
E foi o que explanamos anteriormente, a nave atingindo a velocidade v de 299.620 km/s provoca um Δt = Δtp . √ (1 – 299.620² / 300.000²) e isso dá :
Δt = Δtp . 0,05
No momento que a Nave atinge então a velocidade da luz as portas do Espaço do Paraíso, ela está em condições de percorrer um novo espaço-tempo que está também na velocidade da luz. O relógio desse espaço-tempo está rodando na velocidade da luz e o nosso relógio na terra está em diversas velocidades de rotação definidas anteriormente nas velocidades dos espaços-tempo da terra em Espaço dos Antigos/Matusalém, Espaço dos Antigos/Noé, Espaço dos Antigos/Éber, Espaço dos Antigos/José.
Dessa forma usamos o multiplicador 20 que é o inverso de 0,05, pois estamos agora comparando idades da terra vistas pela ótica do Espaço do Criador que também está na velocidade da luz. Assim relembrando a Espaço dos Antigos/Matusalém que estava na velocidade de 5,36 km/s comparado ao relógio do Espaço do Paraíso ou ao Espaço do criador, ambos na velocidade da luz, teremos olhando do Espaço do Criador para a terra, a seguinte matemática: 300.000 / 5,36 – primeira correção para os relógios – multiplicado por 20 – correção da contração do espaço-tempo – e multiplicado pela idade da terra em 1.056 anos o que forneceu para a idade da terra corrigida o valor de 1.182.089.552 anos.
E o resultado final para a idade da terra apresentada em nossas contas se próxima bastante da idade da terra, radiométrica ou geológica de 4.500.000.000. Alcançamos 4.358.666.805 anos para a idade da terra pelas indicações matemáticas da bíblia.
VIAGEM PARA O CÉU por ANTONIO FERNANDES MAMEDE é licenciado sob














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