segunda-feira, 5 de agosto de 2024

VIAGEM PARA O CÉU - CAPITULO 2



Os Espaços-Tempo


O mais difícil é fazer uma ordenação dos assuntos para que você possa entender a nossa ideia.

Dessa maneira teremos que propor algumas afirmações já contidas na bíblia sagrada, as quais explicaremos no próprio capítulo ou em capítulos seguintes, quando essas afirmações poderão ser constatadas ou em outras palavras: confirmadas.

De que forma poderão ser confirmadas?

Utilizaremos de lógica matemática, de ciência física, de equacionamentos para as ideias contidas nos textos bíblicos e mediante essas formulações, observaremos se confirmam as ideias da bíblia sagrada.


Em busca de uma certeza maior para as questões, usaremos mais que um livro da bíblia, contendo o mesmo assunto e conferindo os resultados obtidos nas propostas matemáticas, e se as aferições destas propostas estiverem corretas para um texto bíblico, estarão também corretas para todos os outros textos semelhantes.

Então perceberão que o elemento constatador de uma afirmação bíblica deverá ser matemático.

Sendo a matemática difícil para algumas pessoas, faremos uma explicação a mais simples possível para o assunto em questão e além dessa explicação simples e geral, faremos as explicações matemáticas para as pessoas com o desejo mais apurado de aferição.

Dessa forma teremos sempre uma explicação geral baseada na linguagem do texto bíblico e outra na explicação matemática do texto bíblico.

Essa é a nossa proposição.

Assim para iniciarmos, vamos começar nosso entendimento da vida oculta pelo primeiro livro da bíblia sagrada, o livro do Gênesis.


O foco do nosso estudo é a compreensão dos espaços-tempo em que a terra esteve ou possivelmente esteve, em períodos passados, assim será a base da nossa interpretação para o texto do livro do Gênesis.

Algumas questões eu preciso propor aos leitores para entenderem de que forma visualizamos os textos bíblicos.


A bíblia possui cerca de 6.000 anos para a nossa civilização é o que entendemos pelo que nela está escrito. Em poucas palavras, de Adão (o primeiro ser humano na terra) até Jesus Cristo são cerca de 4.000 anos passados, de Jesus Cristo para cá são mais 2.024 anos. Neste ano redigo as linhas deste livro.

Houve um período na terra que as pessoas viviam longamente para a nossa ideia atual. Matusalém viveu 969 anos e hoje se atinge um máximo de 120 anos ou pouco mais. Tem sempre um ser humano que consegue escapulir ao destino da maioria de uma vida mais curta. A média atual está entre 70 a 80 anos e o Salmo 90 no livro de Salmos, na bíblia sagrada aponta para essa média mesmo.


A primeira questão que não entendemos é justamente porque essa idade do ser humano foi tão longa naquele tempo inicial da humanidade.

Por causa dessa idade maior do ser humano, vem uma sequência de perguntas: Como era o corpo desse ser humano? Qual era o clima da terra naquele período de tempo? Eram os dias e as noites idênticos aos de hoje? O corpo humano tinha mais resistência? Por que vivia tantos anos? E muito mais perguntas poderiam serem feitas ao olhar científico.

A única forma simples de obter uma resposta é equacionar matematicamente as proposições da bíblia. Ela a matemática, pelos números coincidentes poderá aferir a informação, a coerência da informação, porém não teremos uma comprovação física, pois a respeito do passado longínquo da terra, as informações orgânicas se perderam na poeira do tempo, restando algumas comprovações geológicas e astronômicas, mas quase todas sem comprovação maior do que uma proposta cósmica.


Nesse primeiro livro da bíblia temos esses primeiros tempos, pelas idades patriarcais dos homens que viveram naquele período de 2.000 anos iniciais da terra. Mas mesmo assim, temos aqui um detalhe muito importante. A questão da quantificação do tempo.

A ciência informa que o nosso universo possui 13.7 bilhões de anos e que a terra possui 4.54 bilhões de anos. Esse tempo de 4,54 bilhões de anos, em nossa ótica humana, discorda frontalmente da informação contida na bíblia sagrada. A bíblia informa a casa de 6.000 anos.


E agora? Quem tem razão? A filosofia existencialista ateísta aponta para a ciência e nossa filosofia existencialista cristã aponta para crermos na informação da bíblia.

Imediatamente nos lembramos que Einstein apontou a existência de espaços-tempo com relógios diferenciados para o mesmo evento, quando apresenta a teoria da relatividade e confirma a lei de Lorentz, da contração dos corpos e do tempo, para altíssimas velocidades e explica que essa contração, só será possível por causa da contração do espaço-tempo.


As idades mencionadas no livro do Gênesis se referirão ao relógio do nosso Criador? Então os anos ali mencionados estão na ótica do espaço-tempo do nosso Criador?

A bíblia sagrada trata de uma época muito longínqua, quando aponta os dias de criação da terra e do universo, quando aponta seis dias para a criação de todas as coisas. Após a criação do ser humano que ocorreu no sexto dia, o Criador descansa no sétimo dia.


A primeira criação foi a do céu e da terra. A partir da criação do céu e da terra, começou um espaço-tempo da criação que durou até a saída de Adão do Paraíso, quando este se retira do Jardim do Éden e quando começa a sua existência na terra.


A nossa suposição é de que Adão viveu 930 anos, e viveu num outro espaço-tempo diferente do atual, espaço-tempo que inicia em Adão e vai até José do Egito, o qual viveu 110 anos de idade. De José do Egito aos dias de hoje temos portanto um outro espaço-tempo que é o espaço-tempo atual. E antes da criação teremos o próprio espaço-tempo do nosso próprio Criador.

Ordenando os pensamentos matemáticos, teremos o primeiro espaço-tempo do nosso próprio Criador, que chamaremos de Espaço do Criador, o segundo espaço-tempo desde o momento da criação até a saída de Adão do Paraíso, que chamaremos de Espaço do Paraíso, o terceiro espaço-tempo da época de Adão até José do Egito, que chamaremos de Espaço dos Antigos e finalmente o quarto espaço-tempo de José do Egito até os dias atuais que chamaremos de Espaço de Hoje.

Mesmo assim o Espaço dos Antigos pode ser subdividido em outras partes por conta da indicação de variação radical dessas idades num período de aproximadamente 2.000 anos, em que a idade variou de 969 anos para 110 anos.


Dessa forma esses espaços-tempo variaram numa forma matemática desde a saída de Adão do Paraíso até os dias de José, restando-nos descobrir uma forma de equacionar esses tempos, para aferirmos aquela idade da ciência, que informou estar na casa de 4,54 bilhões de anos para a idade da terra.

Se conseguirmos quantificar os tempos bíblicos, relacioná-los numa equação e calculá-los, eles deverão estar coincidentes com a idade da terra fornecidos pela ciência conforme mencionamos.


E para isso precisamos apurar de maneira organizada, localizando nos textos bíblicos do livro do Gênesis, a quantidade de anos ali informados, para cada espaço-tempo anteriormente mencionado.

Depois da quantificação bíblica desses espaços-tempo por nós definidos, vem a grande questão. Como poderemos equacionar esses quantitativos? E será o que faremos então nos capítulos adiantes.

Mas, antes de adentrarmos nessa quantificação, e no equacionamento dessas quantificações de tempo, será interessante também que conheçamos o nosso próprio universo, pelo menos do ponto de vista introdutório desta matéria.


VIAGEM PARA O CÉU por ANTONIO FERNANDES MAMEDE

é licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0

 

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